14 de abril de 2025

Seguimos


Me invade o choro
de estar sempre atrás —
mesmo quando sigo em frente,
caminhando, sem saber
onde a vida me traz.

Às vezes, minha voz se perde,
como eco distante,
abafado no ar.
Ninguém ouve. Ninguém responde.
Resta o silêncio —
a me calar, a me cortar.

Sinto que não sou merecedora:
de um olhar, de um gesto, de um carinho.
E a cada passo, me pergunto —
será que um dia,
as recompensas me farão caminho?

Esse conforto que invade o silêncio,
toma minha alma e meu andar,
como sombra fria e suave
que me segue,
sem eu conseguir evitar.

E assim eu sigo —
com gente, junto e só ao mesmo tempo,
de mim, de ti, de nós,
vivendo em rumo —
aos projetos, aos sonhos guardados,
ao futuro que chama
sem nunca parar.

Por favor...
não venha me perguntar:
“Você está bem?”
Minha resposta é só o choro,
que ecoa mais do que qualquer som,
pois minhas lágrimas —

são tudo o que sei mostrar..

26 de março de 2025

Parece o céu


As nuvens, o ar,
Os frutos, o mar.
Às vezes, a vida
É ida e vinda.

O fundo, o além,
O tudo, o ninguém.
O infinito das coisas,
É semente em rosas.

Procura-se


Portas antigas e novas,
Caminhos entrelaçados,
Alguns beijos roubados.

Procura-se
Um teto meio amarrotado,
Metade de uma felicidade,
Uma borboleta,
Um vaso.

Procura-se
A volta,
O achado,
E um perdido.

Procura-se
Pessoas,
Animais,
Humanos.

Procura-se
O amor que aquece,
A vida que floresce,
A esperança que renasce,
Sonhos que o coração tece.

Procura-se!

17 de março de 2025

 Lágrima em lágrima, a dor se refaz,

juntas transformam mil milagres em paz.

Falar é difícil, ser é também,
ninguém me escuta, não vejo ninguém.

Em mim, em ti, o nada a existir,
sigo sozinha, sem alguém para ouvir.

Meus gestos, palavras, um mundo só meu,
sem compreensão, sem um olhar que entendeu.

Vou seguindo sozinha, com meus pensamentos,
que me levam além, por outros momentos.

Outro sentir, outra dimensão,
dimensão só minha, em solidão.

Assim sou eu, com meu pranto a cair,
em sol, em dó, quem sabe em si.

16 de março de 2025

A verdade, meus amores

São dias de tristes verdades,

Longe de piedades.

Amores achados, esbarrados,
Por acasos e inventados,
Em ruas solitárias e claras,
De direitos contrários,
De amores existidos...

Sorria só...
Apenas sorria só!

29 de janeiro de 2025

 Das noites só,

me distancio dos dias que viram...

Nas madrugadas,
me viro e reviro,
meu corpo acamado.

Os dias são suportáveis,
às vezes cinzas,
mesmo sob o Sol quente.

19 de janeiro de 2025

 E ir, para onde for.

Viver, estar, agir, seguir.
Seguir sem ti, sem nós,
apenas seguir.

Seguir de mim, de ti,
de tudo o que ficou.
Apenas ir,
sem destino,
sem retorno,
seguir

SUJEITO DE SORTE

 

Sujeito de sorte sou eu, quem diria,
que exploro, procuro e reinvento a cada dia.
Eu, que sofro, choro e me refaço,
carrego no peito meu próprio compasso.

Sujeito de sorte, entre quedas e ventos,
sou eu quem transforma dor em alentos.
Na trama da vida, eu mesmo me invento,
na força de ser, sou meu sustento.

19 de dezembro de 2024

 

Se o destino é esse aí

O desejo de fazer?

Refazer?

Será ah de ser o que quere ser?

Onde será que leva?

Aonde será que vai?

Será que eu posso mudar destino de si?

 

Mas olha

Olha rio que passa

Lento

As vezes rápido

 

A chuva que vem

Vento que leva

A poeira que solta

O destino se entrega

 

Da mãe que surge

As veze nem ver

Mas cada choro

Mamada

Cheiro

Vomito

 

Cada passo

Caída

Viva!

 

Mas isso é o destino?

Mas que destino é esse?

Para onde leva?

Para onde vai?

 

 

 

10 de dezembro de 2024

 

“Acho melhor não, por que tá muito complicada a minha Life”

 

Não quero mas;

Me apegar

Nem escolher

Nem me entregar

As essas opções e não estão nem ai pra mim

 

Mas ansiedade que mistura as emoções

Me deixa iludida em mim

Nas fantasias

Nos caminhos que ainda não atravessei

 

Não quero ser

O Peso

A inconveniente

A insistente

 

Quero ser escolhida

A colhida

Esperada

Amada

 

 Obs.: Segue em construção...