16 de agosto de 2025

 Enterrei, no fundo do meu quintal,

as migalhas de um amor sem raiz,
sem pudor, sem sentido.

Enterrei para calar o que insistia em nascer,
mesmo sem nunca ter começado.

A areia era seca,
a terra, morta.
Tentei apagar o que jamais floresceu.

Chorei.
Rolei rio abaixo.
Deixei que minhas lágrimas doces
se misturassem à corrente
e seguissem o rumo que eu não pude seguir.

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