Enterrei, no fundo do meu quintal,
as migalhas de um amor sem raiz,
sem pudor, sem sentido.
Enterrei para calar o que insistia em nascer,
mesmo sem nunca ter começado.
A areia era seca,
a terra, morta.
Tentei apagar o que jamais floresceu.
Chorei.
Rolei rio abaixo.
Deixei que minhas lágrimas doces
se misturassem à corrente
e seguissem o rumo que eu não pude seguir.
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